Características do movimento e contexto histórico
O surrealismo foi um movimento artístico e literário nascido em Paris na década de 1920, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo no período entre as duas Grandes Guerras Mundiais. Um dos principais manifestos do movimento é o Manifesto Surrealista de 1924.
Este movimento foi significativamente influenciado pelas teses psicanalíticas de Sigmund Freud, que mostram a importância do inconsciente na criatividade do ser humano.
As características deste estilo: uma combinação do representativo, do abstrato, do irreal e do inconsciente. Segundo os surrealistas, a arte deve libertar-se das exigências da lógica e da razão e ir além da consciência cotidiana, procurando expressar o mundo do inconsciente e dos sonhos.
Artistas famosos
Salvador Dalí é o mais famoso dos surrealistas e o seu nome passou a ser, com o tempo, sinônimo do movimento.
Porém, por volta de 1937, devido a uma alteração no estilo e também devido às crenças políticas de Dalí, Breton acabou expulsando o artista do movimento surrealista.
Dalí é também o mais controverso e na sua obra é notória a influência do mundo dos sonhos.
A expressão da sua arte foi feita predominantemente através da pintura e da escultura, mas ao longo da sua vida foi experimentando também outras formas e técnicas.
Sua marca foi deixada inclusive no cinema, dada sua colaboração em dois filmes.
Além de um artista revolucionário, Dalí foi também um gênio na hora de se auto-promover e um verdadeiro homem do espetáculo.
Tematicamente as suas pinturas rondam três temas principais: o universo e as sensações do homem, simbologia sexual e imagens ideográficas.
A maioria do seu trabalho consiste na representação sequencial de um sonho, algo que ele conseguiu exercitando sua mente para aceitar o subconsciente como parte do consciente e assim de lá tirar sua inspiração.
Frida Kahlo foi umas das mais importantes pintoras mexicanas do século XX.
Embora tenha tido uma vida muito conturbada, desde saúde e relacionamentos, destacou-se por ser uma artista singular.
Dona de um espírito revolucionário, militou no partido comunista mexicano e lutou pelos direitos das mulheres, tornando-se um símbolo do feminismo.
Com 18 anos sofreu um grave acidente de ônibus, momento trágico e ao mesmo tempo de renovação. Isso porque ao ficar incapaz de caminhar normalmente, ela começa a pintar quadros e, a partir daí, foca na carreira de pintora.
Além de pintora, Frida ministrou aulas de Pintura na Escola Nacional de Pintura e Escultura “A Esmeralda” (La Esmeralda) na cidade do México.
Durante toda sua vida, seu trabalho foi reconhecido mundialmente e expôs diversas obras em alguns museus:
- Julien Levy Gallery, em Nova York (1938);
- Galerie Renou et Colle, em París (1939);
- Galería de Arte Mexicano de Inés Amor, na Cidade do México (1940);
- Galería de Arte Contemporáneo de Lola Álvarez Bravo (1953).
Principais Obras e Características
As obras de Frida carregam um estilo próprio e expressam muito o que buscou com sua arte.
Destacam-se a identidade nacional mexicana, pautada em temas da cultura popular e do folclore indígenas, permeada de cores fortes e vibrantes.
André Breton (1896-1966) e Salvador Dalí (1904-1989) denominaram a obra de Frida Kahlo de caráter Surrealista.
Contudo, a artista, que não considerava suas obras surrealistas, declarou: “Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade”.
Frida focou em transformar seus sentimentos em arte, de forma que encontramos refletidos em seu trabalho diversos momentos de sua vida. Segundo ela:
“Pintar completou minha vida. Perdi três filhos e uma série de outras coisas, que teriam preenchido minha vida pavorosa. Minha pintura tomou o lugar de tudo isso. Creio que trabalhar é o melhor“.
Para ver toda a obra de Frida Kahlo online clique aqui
Outros artistas:
https://arteref.com/movimentos/os-7-mestres-do-surrealismo
Fontes: https://www.todamateria.com.br/surrealismo



